selecção e auditoria de condutores
 
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Selecção, Avaliação e Auditoria de Condutores

Porquê seleccionar condutores?
"A condução é uma actividade que exige um determinado número de requisitos biofísicos, que se insere num contexto cultural e social e que tem uma forte componente psicológica, tanto ao nível cognitivo como afectivo e emocional.

A avaliação psicológica de condutores tem como objectivo primordial o estabelecimento de um prognóstico. Isto é, tentar avaliar a probabilidade/tendência determinado indivíduo correr um determinado conjunto de riscos.

A condução de veículos prioritários envolve um conjunto de especificidades, nomeadamente um conjunto específico de riscos. Dependerá do condutor saber minimizar esses riscos, pelo que é tão importante existir um processo de selecção.

A avaliação psicológica dos candidatos faz-se através da apreciação de diversos dados em que se valorizam os factores estáveis da personalidade. Esta avaliação passa por um conjunto de questionários e provas e uma entrevista individual. Os dados recolhidos são confrontados com a opinião do seleccionador prático (condução) e é da convergência desta discussão que o candidato é considerado apto, apto com reservas ou inapto.

A selecção de condutores de veículos prioritários pretende prevenir a sinistralidade nesta população, tendo em conta, por um lado, as especificidades desta condução, e por outro, a interferência dos factores da personalidade na condução. Assim, procurar-se encontrar a pessoa adequada à função, acreditando que só assim, na adequação e melhoria dos meios humanos, se poderá obter melhores respostas e serviços mais eficazes." Joana da Cruz Coelho (psicóloga clínica)



A experiência de Beja
A experiência pioneira teve início em 1997 com a necessidade e vontade de dar resposta a um pedido inédito por parte de um hospital para a selecção e formação de uma equipa de condutores para tripular uma viatura de apoio pré-hospitalar.

A selecção dos condutores, oriundos dos corpos de bombeiros e CVP local, contou com o trabalho pioneiro do psicólogo Mestre Mário Horta (ISPA/PRP) em articulação estreita com o Dr. Luís Escudeiro (então ao serviço da PRP). Este último teve como desafio a criação de uma metodologia de aperfeiçoamento de condução e de progressão em marcha de emergência.

Condução de polícia versus condução em pré-hospitalar
A formação em marcha de emergência de condutores de polícia tem semelhanças e diferenças com a formação requerida para bombeiros ou enfermeiros de emergência pré-hospitalar. Confundir estas duas áreas tem normalmente consequências desastrosas. A formação de elementos policais poderá conter treino de manobras agressivas de abalroamento o despiste do alvo. Podem ser treinadas manobras de evasão em situação de fogo real. Nenhuma das situações atrás referidas se aplica ao ambiente pré-hospitalar.

O primeiro e último objectivo do condutor de uma ambulância ou viatura de apoio pré-hospitalar é o de chegar: não o de chegar muito rápido, mas o de chegar sempre.

 

   
 
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